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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

GUIADOS POR PAZ E GRAÇA


Paulo também orienta (Cl3.15) para que a paz seja o juiz das nossas decisões. Só há paz em nossos corações se confiamos em Jesus, em sua suficiência para cuidar da nossa vida, em seu poder restaurador, em sua escandalosa graça que perdoa e refaz.

O cotidiano repleto de ansiedade demonstra essa falta de confiança no amor de Deus; reflete o quanto ainda pensamos que Ele precisa de uma ajudinha para lidar com o meu dia a dia; que Ele pode ser “acionado” para coisas grandes, decisões importantes, casos de vida ou morte. Esquecemos ou preferimos não pensar em Deus nos nossos passos do cotidiano, nos cantinhos mais comum ou nos mais escondidos da nossa vida.

Foi para um relacionamento pessoal com Jesus que ele nos chamou. Não para uma religião de barganha ou um relacionamento furtivo de conhecidos em fila de espera de qualquer coisa. Um relacionamento pessoal, significativo, amoroso e verdadeiro.

Se acredito verdadeiramente que o amor de Deus por mim é incondicional, se baseio minha aceitação de mim mesmo na aceitação de Jesus por mim como estou, se procuro viver sua graça como a dádiva diária de tudo (porque reconheço que não sou auto-suficiente em nada, nem o que eu faço basta para merecer nada), se realmente assumo minha pobreza humana diante do Deus,  então , dia a dia, confiarei em Deus e entregarei minha vida e minhas vontades ao Seu controle e cuidado. Nada mais é necessário porque quem tem Jesus não tem falta de mais nada. 

Pode imaginar ou sentir a paz que isso gera na vida, nas decisões e nos relacionamentos (consigo mesmo, com os outros e com Deus)? 

"O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas." 2Ts.3.16

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rendição versus Submissão


É importante observar que submissão não é rendição. A primeira é aceitar a realidade de forma consciente, não inconsciente. Há uma entrega superficial, mas a tensão continua. Digo que aceito quem sou, mas não aceito tão plenamente que estou disposto a agir com base nisso – de fato ser quem sou. Rendição é aquele momento em que as forças inconscientes da resistência cessam efetivamente de funcionar. O cristão agora não mais foge ao chamado do Espírito, mas aceita. "O estado emocional da rendição", escreveu o Dr. Harry S. Tiebout, "é um estado em que há uma capacidade persistente de aceitar a realidade. É um estado realmente positivo e criativo".
Quando o Cristão se rende ao Espírito no nível inconsciente, não há nenhuma batalha residual, e segue-se um relaxamento, com liberdade em relação às tensão e aos conflitos. A submissão, por outro lado, é uma aceitação sem entusiasmo. É descrita por palavras como resignação, conformidade, reconhecimento, concessão e assim por diante. Permanece um sentimento de reserva, um puxão na direção da contrariedade. A rendição produz aceitação com devoção entusiasmada.
Pelo pode que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso. Filipenses 3.21

Meditação para Maltrapilhos

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Corrida com Barreiras



E assim segue a vida, correndo, respirando, fitando o alvo, o obstáculo... Concentrando corpo e mente para alcançar o objetivo, percorrer um caminho, transpor as barreiras, chegar ao final da batalha...

Para um candidato a atleta ser efetivamente um atleta, precisa ele entregar-se ao treinamento, ao técnico, aos exercícios, à disciplina física e mental.


Para o trabalho físico, há as técnicas e os conhecimentos para saltar uma barreira com êxito.

Para o trabalho mental, igualmente valioso, também há técnicas e conhecimentos específicos.

Olhe agora, não diretamente para o esporte de alto rendimento, mas para as cotidianas batalhas, obstáculos e percursos. Trabalho físico e mental coerentemente aplicado para acabar cada dia da melhor maneira possível. Sim, isso é uma vida intencional, não escrava do piloto automático tão natural e pedante.

"Uma vida sem reflexão não merece ser vivida" disse Aristóteles. Penso eu: o que é a vida se passamos por ela desapercebidos, alheios, inconsequente, despropositados, contraídos, acorrentados, aferrados a uma visão estreita e curta?

Experimente entregar-se ao Técnico Superior e ao seu treinamento. Ele está falando, escute. Ele está orientando, atente-se. Entregue-se, ouça, aprenda, pratique, celebre, e faça melhor corrida da sua vida: A SUA VIDA.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A verdadeira humildade

“Um franciscano já idoso compreendeu a natureza teocêntrica da verdadeira humildade e fez a seguinte recomendação:

'Se você sente o chamado do espírito, então seja santo de toda a sua alma, de todo o seu coração e com todas as suas forças. Se, porém, por causa da fraqueza humana, você não pude ser santo, então seja perfeito de toda a sua alma, de todo o seu coração e com todas as suas forças.

Mas se você não consegue ser perfeito por causa da vaidade de sua vida, então seja bom de toda a sua alma. […] Mas se você não pode ser bom por causa das armadilhas do maligno, então seja sábio de toda a sua alma. […]

Se, no final de tudo, você não pode ser santo, nem perfeito, nem bom, nem sábio, por causa do peso dos seus pecados, então leve esse peso até Deus e entregue sua vida à misericórdia divina.

Se você fizer isso sem amargura, com toda a humildade e com um espírito alegre por causa da ternura de um Deus que ama o pecador e o ingrato, daí começará a sentir o que é ser sábio, aprenderá o que é ser bom, desejará ser perfeito e, finalmente, ansiará ser santo'.”
(Citado por Peter van Breeman, Let All God’s Glory Througn, p. 134)

(Brennan Manning, 2009, Confiança Cega, Mundo Cristão, p.133)


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Impotência


Quando o homem dá a Deus a oportunidade de agir em sua vida

Não são raras as vezes em que nos percebemos em situações de concreta impotência. Diante de uma dor, da rejeição, de uma traição, de alguma enfermidade, ou diante do intenso sofrimento de alguém ou diante de alguma perda; enfim, muitas vezes e de diversos modos a impotência faz questão de visitar o coração do homem no intuito de povoá-lo de angústia e incompreensão.

Desavenças e Conflitos na Família

As desarmonias vividas pelas pessoas no cotidiano familiar são mencionadas como fator de sobrecarga emocional.
São pais diante de conflitos na educação dos filhos; filhos deparando com dificuldades no entendimento com os pais; esposos e esposas tendo desavenças. Muitas adversidades se levantam na vida, fazendo com que nos encontremos com problemas maiores que nossas próprias forças.
A compreensão da situação de impotência se manifesta a partir do momento em que percebemos que as coisas fugiram do nosso controle, saindo da rota de nossos esquemas e projetos. Essa situação frustra nossas expectativas e bagunça nossas certezas. Porém, a impotência – sensação de não saber enfrentar a dificuldade e de não ter mais o que fazer diante do problema – pode ser desvendada como um fecundo espaço de Revelação.
O ser humano traz em si a tendência ao orgulho, à auto-suficiência, e a impotência – vista sob a ótica da Graça – pode se transformar em um lugar de abertura Àquele que é maior que o homem e seus dramas, sendo assim um território de rompimento com o egoísmo e de encontro com o Sagrado.
Em situações de impotência temos a oportunidade de confiar não na própria força e capacidade, mas no poder de Deus, dando a Ele – a partir de nossa fé – a possibilidade de realizar o que para nós é impossível.
Dessa forma, o homem dá a Deus a oportunidade de ser Deus em sua vida e de fazer a Sua obra do Seu jeito, sem querer condicioná-lo às suas vontades e à sua compreensão das coisas.
Quando temos muitas certezas e estamos muito seguros de tudo, corremos o risco de querer ser os “oleiros”, fazendo de Deus o nosso pobre “barro”.
Quem acredita mais na força de seus próprios esquemas e projetos do que na Ação e Condução de Deus, deixa de crescer e de descobrir os novos caminhos que a Divina Providência deseja inaugurar em sua história.
Somente na pobreza de certezas e seguranças temos a possibilidade de confiar inteiramente em Deus, acreditando que Ele está agindo e que fará o melhor para nós, mesmo quando as coisas não acontecem do jeito que gostaríamos. A impotência também é lugar de restauração e recomeço, pois, somente quando um antigo edifício é derrubado – quando antigas convicções se “bagunçam e caem…” – é que pode ser feita uma nova obra, mais consistente e que possa corresponder melhor às exigências do tempo presente.
A impotência revela a nossa pequenez e o nosso “nada”, mas pode revelar também a grandeza do Deus que cuida de nós e que pode transformar todas as coisas.O ponto de partida para a eficaz ação de Deus no homem é o seu nada, pois é no nada deste que se manifesta o tudo de Deus (2 Cor 12,10b).
Confiemos em Deus e não nos desesperemos diante daquilo que foge ao nosso controle. Aproveitemos – essas difíceis situações – para nos lançarmos nos cuidados d’Aquele que está sempre pronto a nos sustentar com Seu poder e busquemos n’Ele a resposta e o sentido para as dores e lutas que compõem essa vida.

Texto: Elizete - CMA