quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O PONTO DE PARTIDA DO SER

O Sermão do Monte é um retrato do coração de Jesus Cristo. As Bem-aventuranças oferecem um profundo insight de suas preferências, concepções e de sua personalidade. Jesus afirmou que as Bem-aventuranças nos capacitarão a ser como ele é. Ele falou sobre ser puro de coração. Falou sobre se compassivo. Falou sobre as atitudes profundamente arraigadas em nós, e disse: "Se você de fato deseja ser como eu, é assim que deve pensar". E bem no topo da lista está "se pobre em espírito".
Ser pobre em espírito significa agarra-se a sua humanidade empobrecida e não ter nada de que se vangloriar diante de Deus. Paulo escreve: "O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?".

Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. 1Pedro 4.9

Fonte: Meditações para Maltrapilhos, de Brennan Manning

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Assumir nossas responsabilidades

 As mensagens que recebemos nem sempre são as mensagens que foram originalmente enviadas. A Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses causou um impacto nos seus leitores, mas não da maneira como o apóstolo esperava. Paulo tinha afirmado que Jesus voltaria logo. Por isso, algumas pessoas consideraram que deviam se dedicar totalmente a esperar a volta de Cristo. Alguns até deixaram de trabalhar, antecipando que já não necessitariam de comida nem de outros suprimentos.

Nem todos os crentes de Tessalônica pensavam assim. Muitos continuaram agindo de forma responsável, mesmo esperando a volta de Cristo. Mas isso só aumentou a tensão entre os membros da igreja. As pessoas diligentes sentiram a responsabilidade de corrigir os descuidos causados pelos outros. Os preguiçosos declaravam que estavam vivendo uma vida de fé verdadeira. Depois de ouvir esse problema, Paulo enviou a segunda carta ao cristãos tessalonicenses.

Embora Paulo tenha escrito para corrigir o mal-entendido daquelas pessoas, elogiou-as pela fidelidade delas a Deus. Ele estava certo, devido ao compromisso que tinham de fazer para com a vontade de Deus, de que o Senhor os ajudaria a resolver esse assunto. A mensagem de Paulo foi simples: ele os animou a estar contentes com a situação deles e a ser disciplinados no cumprimento das suas responsabilidades.

A Segunda Carta aos Tessalonicenses é um bom aviso para nós que estamos em recuperação. Embora tenhamos entregado a nossa vida a Deus e estejamos esperando o dia em que todos os nossos problemas ficarão para trás, temos de viver aqui e agora. Estar em recuperação não significa que podemos descuidar da nossa família, do nosso trabalho ou das nossas amizades. Cumprir com as responsabilidades que Deus nos deu contribui para que a nossa vida retorne à normalidade. A recuperação implica assumir nossas responsabilidades, e não as deixar de lado.

"Que o Senhor os faça compreender melhor o amor de Deus por vocês e a firmeza que ele, Cristo, dá". II Ts 3.5

Fonte: Bíblia de Estudos Despertar – Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses (p.1399)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rendição versus Submissão


É importante observar que submissão não é rendição. A primeira é aceitar a realidade de forma consciente, não inconsciente. Há uma entrega superficial, mas a tensão continua. Digo que aceito quem sou, mas não aceito tão plenamente que estou disposto a agir com base nisso – de fato ser quem sou. Rendição é aquele momento em que as forças inconscientes da resistência cessam efetivamente de funcionar. O cristão agora não mais foge ao chamado do Espírito, mas aceita. "O estado emocional da rendição", escreveu o Dr. Harry S. Tiebout, "é um estado em que há uma capacidade persistente de aceitar a realidade. É um estado realmente positivo e criativo".
Quando o Cristão se rende ao Espírito no nível inconsciente, não há nenhuma batalha residual, e segue-se um relaxamento, com liberdade em relação às tensão e aos conflitos. A submissão, por outro lado, é uma aceitação sem entusiasmo. É descrita por palavras como resignação, conformidade, reconhecimento, concessão e assim por diante. Permanece um sentimento de reserva, um puxão na direção da contrariedade. A rendição produz aceitação com devoção entusiasmada.
Pelo pode que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso. Filipenses 3.21

Meditação para Maltrapilhos

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Corrida com Barreiras



E assim segue a vida, correndo, respirando, fitando o alvo, o obstáculo... Concentrando corpo e mente para alcançar o objetivo, percorrer um caminho, transpor as barreiras, chegar ao final da batalha...

Para um candidato a atleta ser efetivamente um atleta, precisa ele entregar-se ao treinamento, ao técnico, aos exercícios, à disciplina física e mental.


Para o trabalho físico, há as técnicas e os conhecimentos para saltar uma barreira com êxito.

Para o trabalho mental, igualmente valioso, também há técnicas e conhecimentos específicos.

Olhe agora, não diretamente para o esporte de alto rendimento, mas para as cotidianas batalhas, obstáculos e percursos. Trabalho físico e mental coerentemente aplicado para acabar cada dia da melhor maneira possível. Sim, isso é uma vida intencional, não escrava do piloto automático tão natural e pedante.

"Uma vida sem reflexão não merece ser vivida" disse Aristóteles. Penso eu: o que é a vida se passamos por ela desapercebidos, alheios, inconsequente, despropositados, contraídos, acorrentados, aferrados a uma visão estreita e curta?

Experimente entregar-se ao Técnico Superior e ao seu treinamento. Ele está falando, escute. Ele está orientando, atente-se. Entregue-se, ouça, aprenda, pratique, celebre, e faça melhor corrida da sua vida: A SUA VIDA.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A verdadeira humildade

“Um franciscano já idoso compreendeu a natureza teocêntrica da verdadeira humildade e fez a seguinte recomendação:

'Se você sente o chamado do espírito, então seja santo de toda a sua alma, de todo o seu coração e com todas as suas forças. Se, porém, por causa da fraqueza humana, você não pude ser santo, então seja perfeito de toda a sua alma, de todo o seu coração e com todas as suas forças.

Mas se você não consegue ser perfeito por causa da vaidade de sua vida, então seja bom de toda a sua alma. […] Mas se você não pode ser bom por causa das armadilhas do maligno, então seja sábio de toda a sua alma. […]

Se, no final de tudo, você não pode ser santo, nem perfeito, nem bom, nem sábio, por causa do peso dos seus pecados, então leve esse peso até Deus e entregue sua vida à misericórdia divina.

Se você fizer isso sem amargura, com toda a humildade e com um espírito alegre por causa da ternura de um Deus que ama o pecador e o ingrato, daí começará a sentir o que é ser sábio, aprenderá o que é ser bom, desejará ser perfeito e, finalmente, ansiará ser santo'.”
(Citado por Peter van Breeman, Let All God’s Glory Througn, p. 134)

(Brennan Manning, 2009, Confiança Cega, Mundo Cristão, p.133)