quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ANATOMIA DAS EMOÇÕES

Viver é agir.
Viver é reagir.
A ação é tributária da emoção.
A reação é tributária da emoção.
Na verdade, nossa ação é uma espécie de reação.
As emoções, portanto, são onipresentes em nossas vidas.
Bem faremos se reconhecermos esta realidade.
Acontece que, por vezes, nossas emoções parecem fora de controle.
Choramos quando normalmente não choraríamos.
Sentimo-nos rejeitados com palavras que não nos miravam premeditadamente.
As palpitações aceleram e só depois percebemos.

Quando a situação estiver fora de controle, deveremos buscar, sem nenhum autopreconceito, uma ajuda profissional.
Nos casos menos dramáticos, devemos iniciar um diálogo com as nossas emoções, o primeiro passo sendo o reconhecimento do potencial positivo e negativo delas.
O segundo é desejar viver de um modo que as valorize, mas sem lhes dar todo o poder.
O terceiro é pedir a Deus sabedoria e coragem para as mudanças que precisão ocorrer, bem como perseverança porque a viagem deverá ser longa.
 

Nossas emoções estão sempre à flor da pele, mas só as percebemos quando elas nos fazem perder o equilíbrio.
Então, tendemos a culpar nossos ancestrais (e ai daquele que estiver perto de nós na hora) ou as circunstâncias que nos fazem enrubescer.
Nada podemos contra nossos ancestrais (mesmo que vivos) nem contra as circunstâncias. Só podemos agir contra nós mesmos.
Mas o melhor será agir a nosso favor.
Então, partamos do fato que as emoções são os nossos óculos. Logo, precisamos que estejam bem ajustados e limpos para que possamos ver bem.
Em seguida, separemos as emoções boas (como a da alegria) das ruins (como a explosão destrutiva), para dar vazão às primeiras e cuidar das segundas.
Nosso problema é a emoção ruim, como a raiva.
Sabemos que o sol não deve se pôr sobre a nossa raiva.
Mas como?

Devemos reconhecer que não somos capazes de não sentir raiva, quando provocados.
Devemos lembrar que as ações que vêm da raiva quase sempre trazem mais prejuízo do que lucro.
Devemos desejar que a raiva não nos controle.
Como procedemos no casos dos vícios, devemos evitar situações que nos agitem.
Devemos pedir a Deus que nos ajude nesta jornada pela paz interior.
Quando falharmos, devemos perdir perdão a Deus, ao outro e a nós mesmos pelos gestões explosivos.
Devemos ficar atentos, para que o vulcão não entre em erupção de novo.
Se cairmos, deixemos que Deus nos levante, não importa quantas vezes a queda ocorra no processo de recuperação.
 


Fonte: BOM DIA de Israel Belo de Azevedo
http://prazerdapalavra.com.br/bom-dia/5361-bom-dia-anatomia-das-emocoes.html 
http://prazerdapalavra.com.br/bom-dia/5365-bom-dia-anatomia-das-emocoes-3.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

GUIADOS POR PAZ E GRAÇA


Paulo também orienta (Cl3.15) para que a paz seja o juiz das nossas decisões. Só há paz em nossos corações se confiamos em Jesus, em sua suficiência para cuidar da nossa vida, em seu poder restaurador, em sua escandalosa graça que perdoa e refaz.

O cotidiano repleto de ansiedade demonstra essa falta de confiança no amor de Deus; reflete o quanto ainda pensamos que Ele precisa de uma ajudinha para lidar com o meu dia a dia; que Ele pode ser “acionado” para coisas grandes, decisões importantes, casos de vida ou morte. Esquecemos ou preferimos não pensar em Deus nos nossos passos do cotidiano, nos cantinhos mais comum ou nos mais escondidos da nossa vida.

Foi para um relacionamento pessoal com Jesus que ele nos chamou. Não para uma religião de barganha ou um relacionamento furtivo de conhecidos em fila de espera de qualquer coisa. Um relacionamento pessoal, significativo, amoroso e verdadeiro.

Se acredito verdadeiramente que o amor de Deus por mim é incondicional, se baseio minha aceitação de mim mesmo na aceitação de Jesus por mim como estou, se procuro viver sua graça como a dádiva diária de tudo (porque reconheço que não sou auto-suficiente em nada, nem o que eu faço basta para merecer nada), se realmente assumo minha pobreza humana diante do Deus,  então , dia a dia, confiarei em Deus e entregarei minha vida e minhas vontades ao Seu controle e cuidado. Nada mais é necessário porque quem tem Jesus não tem falta de mais nada. 

Pode imaginar ou sentir a paz que isso gera na vida, nas decisões e nos relacionamentos (consigo mesmo, com os outros e com Deus)? 

"O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas." 2Ts.3.16

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A recuperação nossa de cada dia...

Manter o foco na recuperação pode ser algo difícil de ser praticado todos os dias. Acomodação, solução parcial, trégua momentânea podem nos fazer baixar a guarda e alimentar os velhos e conhecidos maus hábitos, traumas e compulsões. O retorno à zona de conforto é automática até que um novo hábito esteja no lugar do antigo. Os hábitos podem e devem ser mudados, um por vez, sem pressa desajeitada; um dia de cada vez, com constância e consistência.

A questão não é fazer campana todo o dia, mas um dia de cada vez. A idéia e a prática de "Só por hoje" por ser extremamente libertadora das pressões desnecessárias, facilitando concentrar a atenção e energia na luta para não cair agora ou na próxima encruzilhada. Assim podemos "fazer a próxima coisa certo". Não caiamos na tentação de pensarmo-nos fortes, resolvidos, suficientes, nunca mais e coisas do gênero.

Compulsões e maus hábitos não tiram folga. Estão sempre à espreita, ou melhor, estamos sempre prontos para deixar que eles reinstalem-se em nossas vidas (pensamentos, sentimentos e ações/atitudes).

"Um dia de cada vez", "Alegrando-se com as pequenas vitórias", "Continue tentando", "Faça a próxima coisa certo", "Só por hoje"... Não são meras frases de efeito. São pequenas luzes indicadoras no painel de controle que nos ajudam a manter o foco, manter o passo, permanecer no caminho, ajustar o rumo, tomar cuidado com a pedra e o buraco ali na frente...

Assim se dá a recuperação nossa de cada dia, que Ele nos dá hoje.